Chaveiro automotivo: quando é hora de fazer uma chave codificada
Perdeu a chave do carro ou só tem uma cópia? Saiba como funciona a chave com transponder e por que ter uma reserva sai mais barato.
Praticamente todo carro fabricado nas últimas duas décadas usa chave com transponder: um chip embutido no plástico da chave que precisa ser reconhecido pelo imobilizador do veículo para liberar a injeção e permitir a partida. Sem esse reconhecimento, o motor até gira, mas não pega.
Isso significa que copiar apenas o formato metálico não resolve. A chave nova precisa ser codificada com um equipamento que se comunica com o módulo do carro pela porta OBD, procedimento que um chaveiro automotivo faz no próprio local onde o veículo está, sem guincho.
Existem quatro tipos comuns: a chave simples com chip, a chave canivete (com lâmina retrátil), a chave presencial ou smart key (com sensor de presença e botão start) e o telecomando avulso de alarme. Cada uma exige equipamento e insumo diferente, e é por isso que o valor varia tanto de modelo para modelo.
Fazer a chave reserva antes de perder a original é sempre mais barato. Quando ainda existe uma chave funcionando, o chaveiro apenas adiciona a nova ao módulo. Quando todas as chaves são perdidas, o serviço envolve leitura ou cálculo do código do imobilizador, apagamento de todas as chaves antigas e cadastro das novas, o que aumenta o tempo e o custo.
Sinais de que está na hora de providenciar uma cópia: a chave está com a borracha dos botões rasgada, o carro só liga se você posicionar a chave de um jeito específico, o telecomando falha com frequência mesmo após troca de bateria ou a lâmina já está visivelmente gasta.
Sobre a bateria do telecomando: a maioria usa modelos CR2032 ou CR2016 e dura de dois a três anos. Trocar é simples e barato, e evita o susto de achar que a chave queimou. Se após a troca o alarme não responder, pode ser necessário apenas ressincronizar o comando.
Por segurança, o chaveiro deve exigir documento do veículo e documento com foto do proprietário antes de programar qualquer chave nova, além de registrar o atendimento. Desconfie de quem faz chave codificada sem pedir nenhuma comprovação.
Dica final: guarde a reserva fora do carro, nunca dentro do porta-luvas. E se perder uma chave que ficou com terceiros, peça o apagamento das chaves antigas do módulo — assim a chave perdida deixa de dar partida no veículo.
